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Para fugir da espionagem, Microsoft hospedará dados fora dos EUA

28 jan

A Microsoft vai oferecer a seus clientes a opção de hospedar seus dados fora dos Estados Unidos, afirmou Brad Smith, vice-presidente executivo da Microsoft para assuntos corporativos e judícos ao jornal “Financial Times”, segundo reportagem publicada nesta quarta-feira (22).

O passo da gigante mundial de software é o mais direto até agora de uma companhia afetada pelos programas de espionagem cibernética da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), relevadas pelo ex-técnico Edward Snowden.

A opção de armazenar dados corporativos fora dos EUA será dada a clientes não norte-americanos.

“As pessoas deveriam ter a habilidade de saber se seus dados estão sendo alvo das leis e do acesso de governos em algum outro país e deveriam ter mais subsídios para fazer uma escolha consciente de onde seus dados residirão”, afirmou Smith ao jornal.

Questionada pelo G1, a Microsoft corrobora as propostas do executivo e ressalta que estão relacionadas a um compromisso estabelecido em dezembro de 2013.

Smith detalhou as medidas em um post no blog corporativo da companhia, no mesmo mês, mas não havia explicitado a possibilidade de levar os dados para fora dos EUA.

Criptografia e transparência
No post, Smith afirma que as soluções tomadas pela Microsoft em resposta à ameaça aos seus clientes trazida pela espionagem dos EUA são uma expansão da criptografia para todos os serviços (Outlook.com, Office 365, SkyDrive e Windows Azure), reforço nas proteções legais e aumento na transparência.

No texto, o executivo chega a dizer que “a espionagem governamental constitui uma ‘ameaça persistente e de nível avançado’, como os ataques de hackers e malwares sofisticados.”

Segundo Smith escreveu no post, as medidas para ampliar a criptografia “estarão em vigor ao final de 2014, e muitas delas serão aplicadas imediatamente”. Além dos serviços mantidos pela Microsoft, serão criptografados até os desenvolvidos por terceiros que rodem no Windows Azure.

As outras medidas consistem em notificar os clientes corporativos quando entidades governamentais requererem acesso a seus dados e elevar a integridade do código fonte dos serviços da Microsoft para garantir que não hajam “portas dos fundos”, pelas quais entidades como a NSA teriam acesso aos sistemas.

Reforma
Ao “Financial Times” Smith disse que, apesar de hospedar os dados foram dos Estados Unidos é mais custoso, pode ser uma decisão estratégica. “[Esse custo] significa que você ignora o que os consumidores querem? Isso não é uma estratégia inteligente de negócio.”

No última dia 17, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou mudanças na forma de coletar dados das agências de segurança. A reforma, porém, não tratou da forma como órgãos como a NSA interceptam dados de empresas como Google, Facebook e Microsoft.

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Publicado por em 28 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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