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Sistema que recicla água radioativa de Fukushima é interrompido

10 jan

Vista áerea da usina de Fukushima, em foto de arquivo feita no dia 20 de agosto, mostra os tanques com água contaminada na parte inferior da imagem. (Foto: Kyodo/Arquivo/Reuters)Vista áerea da usina de Fukushima, em foto de arquivo feita no dia 20 de agosto de 2013, mostra os tanques com água contaminada na parte inferior da imagem (Foto: Kyodo/Arquivo/Reuters)

Os técnicos da usina nuclear de Fukushima, no Japão, interromperam em função de uma avaria o sistema de reciclagem de água radioativa da central e não sabem em que data poderá ser reativado, confirmou à Agência Efe a operadora da central, a Tokyo Electric Power (Tepco).

A falha foi detectada na véspera no guindaste que movimenta o contêiner que armazena as substâncias poluentes retiradas da água.

Quando este tanque fica cheio, deve ser retirado e substituído por outro com o uso da grua, por isso o tratamento do líquido teve que ser interrompido, explicou uma porta-voz da Tepco.

Os engenheiros não conseguiram detectar ainda a causa do problema e demorarão entre um e dois dias para revisar completamente o guindaste.

Além disso, não se sabe quanto tempo demorará para a avaria ser corrigida e quando a água voltará a ser reciclada, acrescentou o porta-voz.

O Sistema Avançado de Processamento de Líquidos (ALPS) retira da água usada para esfriar os danificados reatores de Fukushima 62 tipos de materiais radioativos, com exceção do trítio.

Por meio do ALPS, a Tepco pretende limpar até março de 2015 toda a água armazenada em mais de mil contêineres espalhados pelas instalações de Fukushima.

No ano passado, vários destes tanques deixaram escapar água altamente contaminada, que acabou alcançando o mar, por isso a empresa elétrica considera muito importante poder descontaminar a água no prazo marcado para evitar episódios similares.

O acidente provocado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011 na central de Fukushima provocou no pior desastre nuclear desde Chernobyl (Ucrânia), em 1986.

As emissões radioativas resultantes obrigaram 52 mil pessoas que viviam perto da usina a se deslocarem e afetaram a agricultura, pecuária e pesca locais.

Fonte G1

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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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