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Pesquisa revela que temperatura no fundo do mar de SC influencia corais

10 jan

Sensores foram instalados em ilhas costeiras de Santa Catarina (Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)Sensores foram instalados em ilhas costeiras de Santa Catarina (Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)

A temperatura no fundo do mar no Litoral de Santa Catarina influencia as espécies de cnidários que existem em cada região do estado. Esta análise é tema da dissertação de mestrado de Edson Faria Junior, biólogo formado pela Universidade Federal de Santa Catarina. O projeto vai completar dois anos de desenvolvimento em março deste ano. Segundo o estudante de 25 anos, Santa Catarina é uma área de transição entre as correntes tropical e sub-tropical, o que influencia diretamente na temperatura da água e também a fauna existente em cada região do Litoral.

Edson instalou 19 sensores para medir a temperatura (Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)Edson instalou 19 sensores para medir a
temperatura
(Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)

O projeto “Distribuição espacial e estrutura das comunidades de cnidários em substratos consolidados do Litoral de Santa Catarina” faz parte do projeto Biodiversidade Marinha do Estado de Santa Catarina, com financiamento da FAPESC e apoio da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

Os principais objetivos do projeto são sintetizar informações sobre a Biodiversidade Marinha no estado, com ênfase nos Filos das esponjas e Cnidaria (águas-vivas, anêmonas-do-mar e corais), e obter novos dados sobre a Biodiversidade Marinha do Estado.

O projeto propõe identificar o grupo dos cnidários e a ocorrência de cada espécie de acordo com a temperatura do água. Para isso, foram instalados diversos sensores nas Ilhas da Costa de Santa Catarina, com diferentes profundidades. “Os 19 sensores medem a temperatura a cada 10 minutos, o que foi feito durante um ano. Assim, conseguimos medições bem precisas”, explica Edson.

O ponto mais ao Norte são as Ilhas do Arquipélago de Tamboretes, em Balneário Barra do Sul, e o local mais ao Sul é a Laje da Jagua, em Jaguaruna. “No ponto mais ao Norte registrei temperatura mínima de 24ºC, já no ponto das Ilhas Moleques do Sul foi de 17ºC”, comenta Edson.

Coral conhecido como 'Baba-de-boi' (Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)Coral conhecido como Baba-de-boi é mais
abundante no Norte
(Foto: Edson Chuck/Arquivo pessoal)

O biólogo explica que os dados preliminares mostram que os corais são  influenciados pela temperatura. “O zoantídeo baba-de-boi, Palythoa caribaeorum, bastante abundante no Norte, onde a temperatura mínima foi de 24ºC já não foi mais avistado na Ilha Moleques do Sul, onde a temperatura era de 17ºC”, esclarece.

Segundo o mestrando, a temperatura mínima para a existência desta espécie de coral é de cerca de 18ºC. “Alguns dias com a água abaixo disso ela até aguenta, mas se forem todos os dias, dificilmente a espécie vai se desenvolver no local”, diz.

Como Santa Catarina é área de transição das correntes, o jovem comenta que, se pudesse escolher um local onde esta mudança é percebida, seria a partir da Ilha do Xavier, no Leste da Ilha, em direção ao Sul do estado. “A partir do Norte do estado até o Sul, este é o último ponto onde registrei a ocorrência do coral-baba-de-boi. A partir dali, esta espécie não é mais avistada”, explica.

Fonte G1

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Publicado por em 10 de janeiro de 2014 em Tecnologia

 

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