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Pela sustentabilidade, arquitetos erguem casa de contêineres e pet

09 out

Projeto da maior casa contêiner do Brasil envolve mais de 250 empresas e 55 arquitetos, além de outros profissionais (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)Projeto da maior casa contêiner do Brasil envolve mais de 250 empresas e 55 arquitetos, além de  profissionais de outras áreas como administração e artes (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)

Uma equipe de arquitetos de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, projetou uma casa que, dizem, é a maior do Brasil feita a partir de contêineres. Não é só o tamanho, 500 m², que chama a atenção. O piso é de bambu, os revestimentos nas paredes e no teto de alguns dos cômodos são de fibra de garrafa pet e no chão madeira plástica e bambu – tudo em prol da sustentabilidade e da reutilização de materiais sem prejuízo à qualidade dos empreendimentos. O projeto será apresentado no dia 15 de outubro, data marcada para a inauguração da CasaFoz Design, evento de arquitetura e construção que reúne trabalhos de 55 profissionais da cidade e da região e envolve 250 empresas.

Mosaico de mármore nas paredes tem apelo sustentável (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)Mosaico de mármore nas paredes tem apelo sustentável
(Foto: Fabiula Wurmeister / G1)

A proposta, explica a arquiteta Karin Nisiide, uma das responsáveis pelo projeto, é reunir tecnologia, inovação e sustentabilidade para provar que materiais que iriam para o lixo podem ser alternativas ecologicamente corretas na construção civil, na arquitetura e na decoração. “Tudo o que foi criado para o evento pode ser usado em qualquer casa ou escritório.” Ainda pouco difundido no Brasil, o uso de contêineres na construção foi uma solução encontrada por países como o Japão e a Holanda.

A casa tem 30 ambientes divididos em 15 contêineres, incluindo o que serviu para a piscina de 9 metros de comprimento por 2,5 metros de largura. “No transporte marítimo, eles têm vida útil de cerca de dez anos. E, em outros usos, como na construção civil, pode chegar a 90 anos”, cita a arquiteta ao lembrar que os usados na obra tiveram reproduzidos os códigos que indicam onde e que materiais transportavam. “Esta certificação é importante para se ter certeza por exemplo de que não transportou materiais tóxicos.”

Fibras feitas de garrafas pet substituem as de vidro e combinadas com técnicas de ventilação cruzada ajudam no melhor aproveitamento da luz do sol e a manter a temperatura interna agradável, diminuindo ainda o uso dos aparelhos de ar-condicionado e de luz artificial. Outra técnica é a do teto verde: uma espécie de gramado que substitui lajes e telhas convencionais. “As opções foram pensadas com base na ideia de reutilizar, reduzir e reciclar”, explica.

Revestimentos com fibra de garrafa pet, canos de PVC que viram suporte para horta e piso de madeira de bambu integram a decoração (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)Revestimentos com fibra de garrafa pet, canos de PVC que viram suporte para horta e piso de madeira de bambu integram a decoração (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)

Nas salas, na cozinha, no banheiro e nos quartos, mosaicos feitos com restos de mármore revestem as paredes e incrementam a decoração. “O material é sobra que fica acumulada nas marmorarias. Uma das alternativas para o descarte correto pode ser este, quase sem custo de material”, observa o organizador da Casa Foz Design, Ralf Smaha. “Quando se pensa em reaproveitamento, nem sempre o retorno é a economia imediata, mas a ideia de se contribuir com o meio ambiente”, completa.

Para a escada, arquitetos utilizaram um dos contêineres em pé; projeto também garante acessibilidade (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)Na escada, contêiner em pé; casa também garante
acessibilidade (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)

Em relação aos custos, Smaha adianta que são praticamente os mesmos de uma construção de alto padrão feita com materiais comuns, o equivalente a R$ 2 mil o metro quadrado, contando o transporte dos contêineres do Porto de Paranaguá, no litoral do estado. “Uma das vantagens é o tempo de conclusão da obra. A estrutura desta casa ficou pronta em duas semanas”, compara o administrador. “A médio e longo prazo, a economia deve passar dos 30%.”

A localização da casa contêiner, que depois do evento deverá ser transformada em um conjunto de salas comerciais, também tem como objetivo incentivar a revitalização e recuperação da região, uma das mais tradicionais de Foz do Iguaçu e que integra o corredor turístico da tríplice fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina. A Avenida das Cataratas liga o aeroporto e o Parque Nacional do Iguaçu ao centro da cidade.

Atividades artísticas
A CasaFoz Design estará aberta ao público de 16 de outubro a 17 de novembro. Além de palestras com especialistas, o evento contará com atividades paralelas como exposições de artes visuais, shows, desfile de moda, degustação de vinhos, exibição de filmes (longas e curtas), sarau de poesia, feira de produtos orgânicos, contação de histórias, cozinha-show e bazar de móveis e objetos usados nos projetos de decoração.

Mais informações sobre o projeto e a programação podem ser obtidas no site do evento.

Casa de 500 m² está sendo construída com 15 contêineres, incluindo o reservado para a piscina (Foto: Divulgação / CasaFoz Design)Casa de 500 m² está sendo construída com 15 contêineres, incluindo o reservado para a piscina (Foto: Divulgação / CasaFoz Design)

Fonte G1

 
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Publicado por em 9 de outubro de 2013 em Tecnologia

 

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