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Assembleia Geral da ONU começa com olhares voltados para a Síria

24 set

Caminhões das TVs preparam-se, nesta segunda-feira (23), para a cobertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York (Foto: Reuters)Caminhões das TVs preparam-se, nesta segunda-feira (23), para a cobertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York (Foto: Reuters)

A 68º Assembleia Geral da ONU começa nesta terça-feira (24) em Nova York com a presença de mais de 130 líderes mundiais e a guerra civil na Síria como grande foco de atenção, seguida na agenda pela questão nuclear iraniana e pelo escândalo da espionagem internacional dos Estados Unidos.

Acompanhe a cobertura em tempo real.

A presidente Dilma Rousseff , como manda a tradição de o Brasil sempre abrir os discursos, será a encarregada de pronunciar o primeiro discurso no plenário, após as palavras iniciais do secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon.

O presidente americano, Barack Obama, seu colega iraniano, Hassan Rohani, o chefe de Estado francês, François Hollande, o colombiano Juan Manuel Santos, a argentina Cristina Kirchner e o uruguaio José Mujica são outros dos oradores importantes previstos para a sessão de abertura.

A Síria é o tema que está na boca de todos em Nova York, num momento em que a comunidade internacional observa com impotência o agravamento do conflito, que já deixou mais de 110 mil mortos e dois milhões de refugiados em 30 meses.

Os Estados Unidos e seus aliados começaram desde a noite de domingo a realizar intensos trabalhos diplomáticos para avançar em uma solução para esta guerra civil em pleno coração do volátil Oriente Médio.

Obama ameaçou recentemente realizar uma intervenção militar em represália por um ataque com armas químicas que atribui ao contestado presidente Bashar al-Assad, embora tenha freado esta opção após um compromisso com a Rússia, aliada e protetora do regime sírio, para que Damasco destrua seu arsenal deste material.

Este plano russo-americano pode conduzir à aprovação da primeira resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria após três tentativas bloqueadas por Moscou, mas as negociações entre ambas as partes para acordar este texto permaneciam estancadas, disseram diplomatas na segunda-feira.

Antes das palavras de Obama, é esperado um forte discurso de Dilma Rousseff contra a política de espionagem mundial praticada pelo governo americano, que motivou o adiamento de uma visita de Estado da presidente brasileira a Washington marcada inicialmente para 23 de outubro.

Dilma questionará a governança da internet, altamente dependente dos Estados Unidos, em busca de uma maior proteção contra ações como as que o ex-consultor da inteligência americana Edward Snowden tornou públicas e que, no caso do Brasil, afetaram as comunicações da presidente e da Petrobras.

Esta questão da espionagem atingiu diversos governos latino-americanos, razão pela qual certamente se converterá em um ponto de consenso ao longo dos discursos dos líderes regionais em Nova York.

Na segunda, a presidente argentina, Cristina Kirchner, afirmou que a espionagem afeta a dignidade dos países sul-americanos.

Se a terça-feira contará com a presença de Santos Kirchner, Mujica, da costa-riquenha Laura Chinchilla e do paraguaio Horacio Cartes, a América Latina não ouvirá, por sua vez, as palavras do mexicano Enrique Peña Nieto, que cancelou sua viagem devido ao desastre climático que atinge seu país.

A região também acompanhará com interesse o discurso de Ban Ki-moon sobre os progressos alcançados em direção aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fixados em 2000 com um primeiro prazo em 2015 para reduzir a pobreza e melhorar o acesso à saúde, à educação e à água potável no mundo.

Questão nuclear iraniana
Em paralelo ao conflito sírio há outro tema que ocupará boa parte dos debates e negociações diplomáticas: o programa nuclear do Irã, sobre o qual o novo presidente Hassan Rohani tenta convencer o Ocidente das boas intenções de seu país e acaba de afirmar que Teerã nunca buscará se dotar de uma arma nuclear.

Rohani, que substituiu Mahmud Ahmadinejad na presidência do país, pode inclusive apertar a mão de Obama, um avanço entre os dois países, que não contam com relações diplomáticas desde 1979.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, participará de discussões com suas contrapartes das potências 5+1 nesta semana na ONU, informou nesta segunda-feira a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton.

O encontro, previsto a princípio para quinta-feira, também contará com a presença do secretário americano de Estado, John Kerry.

A Assembleia Geral da ONU em Nova York também servirá para passar em revista os chamados “pontos quentes” do planeta (Mali, Iêmen, Líbia, República Democrática do Congo), em um mundo em turbulência e sob a ameaça do terrorismo, como mostrou o sangrento ataque do último fim de semana em Nairóbi, capital do Quênia.

Fonte G1

 
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Publicado por em 24 de setembro de 2013 em Brasil

 

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