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Americana tenta ser a primeira a nadar de Cuba à Flórida sem proteção contra tubarões

02 set

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A nadadora americana de longa distância Diana Nyad quer ser a primeira pessoa a atravessar a nado os 166 km que separam Cuba do Estado americano da Flórida, sem uma gaiola de proteção contra tubarões.

Nyad, que começou o percurso no sábado dia 31 de agosto, já percorreu mais da metade da distância entre a ilha e o continente.

A mulher de 64 anos, disse que essa será sua quinta e última tentativa de completar a travessia.

Ano passado ela precisou cancelar a prova depois de uma grande tempestade e após ser queimada diversas vezes por águas-vivas.

Dessa vez, ela está usando uma máscara de silicone especial para proteger o rosto de águas-vivas, mas até o momento Nyad não cruzou com nenhuma.

Sua equipe de apoio tem feito constantes atualizações em sua página na internet. No domingo, por volta das 17h (horário local) foi dada a informação de que ela já havia nadado ‘mais do que em qualquer outra tentativa anterior’, e que sua ‘velocidade média geral de 3.28 km/h está aumentando progressivamente ao longo do dia devido a uma corrente favorável.’

“Eu acho que tenho um pouco de sorte a meu favor em relação a mãe natureza. Eu estou pronta, e a proteção contra águas-vivas está melhor do que antes”, disse ela enquanto se preparava para deixar a capital cubana, Havana.

Ambição de uma vida

Nyad disse que a máscara, feita especialmente para a ocasião, torna a respiração mais difícil e pode diminuir sua velocidade, mas que a ajudaria a ‘passar por esses animais’.

As regras do nado de longa distância dizem que ela não pode, em momento algum, segurar no barco de apoio.

Nyad tem uma equipe de 35 pessoas para ajudá-la a manter seu curso e dar-lhe comida e água. Ela acredita que poderá levar até três dias para completar a travessia.

Durante sua última tentativa em agosto de 2012, ela teve que ser retirada da água após 41 horas, quando uma tempestade, e repetidas queimaduras de águas-vivas venenosas, não a deixaram continuar.

A nadadora tentou pela primeira vez completar a travessia em 1978 usando uma gaiola de proteção contra tubarões.

A segunda tentativa – sem uma gaiola – em 2011, teve que ser cancelada por causa de uma dor no ombro e um ataque de asma. No mesmo ano, queimaduras de águas-vivas acabaram com sua terceira tentativa de completar o cruzamento.

Falando em uma entrevista em Cuba, na sexta-feira (30), Nyad disse que esta seria sua última tentativa. “É muito emocionante para mim – já era há 35 anos, e ainda é – fazer algo que ninguém jamais fez. Tudo valeu a pena”, disse ela.

“Mas, desta vez, se eu não concluir a travessia, direi com orgulho que não tenho mais nada a acrescentar.”

Em junho, a nadadora de longa distância australiana Chloe McCardle tentou fazer a travessia sem uma gaiola de proteção contra tubarões, mas teve que desistir depois de também ser queimada por águas-vivas.

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Publicado por em 2 de setembro de 2013 em Brasil

 

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