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Jota Quest no Rock in Rio terá novas canções, mais músicos e ‘protesto’

28 ago

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Jota Quest (Foto: Divulgação)O quinteto mineiro Jota Quest, com o vocalista Rogério Flausino no centro (Foto: Divulgação)

O show do Jota Quest está entre as apresentações “repetidas” no Rock in Rio 2011 e 2013. Mas a apresentação na noite de Shakira há dois anos terá diferenças na noite com Justin Timberlake, no dia 15 de setembro.

A nova faixa “Mandou bem” estará no setlist, assim como “Tudo está parado”, de 2012, e a versão de “Tempos modernos” que voltou a ser hit após ser trilha de “Malhação”. Outras novidades do próximo disco podem aparecer. “É tentador querer mostrar as novas. Mas ao mesmo tempo temos uma plateia gigante a fim de ouvir os hits”, diz o vocalista Rogério Flausino ao G1.

Flausino adianta que, pela primeira vez em duas turnês, ou sete anos, a banda vai voltar a tocar com o apoio de naipe de metais e backing vocals, remetendo à “volta às raízes” soul e funk do próximo trabalho. O álbum tem participação de Nile Rodgers, do Chic, que também gravou o hit “Get Lucky” com o Daft Punk, e do ex-CSS Adriano Cintra.

Para o show de 2011, a banda preparou um vídeo da música “Planeta dos macacos”, que mostrava protestos populares no Brasil desde ditadura militar até a marcha da maconha. Com o tema ainda mais atual, eles querem voltar a abordar manifestações. “Talvez usar umas partes mais recentes [de protestos]”, diz Flausino.

G1 – O próximo disco sai um pouco depois do festival. O quanto pretendem mostrar no show?
Rogério Flausino –
Estamos conversando isso agora. O single novo, “Mandou bem”, com certeza vai estar. É tentador querer mostrar as novas, mas ao mesmo tempo temos uma plateia gigante a fim de ouvir os hits. Temos duas canções que viraram hits de 2011 pra cá, que são “Tudo está parado” e “Tempos modernos”, e vamos tocar com certeza. Algo que dá para adiantar é o retorno da “cozinha” de backing vocal e metais, que não usávamos há duas turnês. Há sete anos estávamos só os cinco no palco. Agora retorna, pois o disco retorna às raízes, de black, soul, funk, disco.

O guitarrista Marco Túlio e o produtor Adriano Cintra (Foto: Divulgação/Ricardo Muniz)O guitarrista Marco Túlio e o produtor Adriano Cintra
(Foto: Divulgação/Ricardo Muniz)

G1 – No YouTube, algumas pessoas acusam vocês de copiarem o Daft Punk em “Mandou bem”, sem saber que vocês convidaram o Nile Rodgers antes de sair “Get lucky”. O que acha disso?
Rogério Flausino –
Começamos tocando black, soul, funk, quem acompanha o grupo sabe. Ter nosso ídolo maior, Nile Rodgers, é fantástico. As semelhanças param por aí. O Daft Punk sempre foi uma referência de coisa boa, mas é um duo de música eletrônica que pela primeira vez na carreira convida seres humanos. O Jota sempre foi “groove”. Não tem grilo com isso. Não estamos em busca do pop perfeito, estamos em busca do nosso som. Muita gente fala um monte de coisa. Quem gosta do Jota, gosta; quem não gosta não vai passar a gostar. A nova geração eu quero. A rapaziada que torce o nariz vai continuar torcendo.

G1 – Por que chamar o Adriano Cintra, que parece ser de um universo diferente do Jota Quet, mais alternativo, menos pop?
Rogério Flausino –
A gente está de olho nele há um tempão, é uma pessoa dessa nova geração que deu certo. Um produtor esperto, que conseguiu plantar uma sonoridade no mundo. Ele foi super cordial, veio em quatro músicas, duas vão para o disco. Ele entrou na nossa onda, ouviu as demos, escolheu o que queria participar. Tirou um som maneiríssimo. O fato de a gente estar fazendo “groove” não significa que queremos soar retrô. Queremos fazer um som novo, mas com as nossas referências.

G1 – Acha que pode conquistar parte desse público do CSS, indie?
Rogério Flausino –
Sinceramente, a ideia não é essa. O Nile está com a gente pois somos fãs do Chic. Esse é o nosso foco.

A gente sempre quis ser uma banda popular, e a gente é. Então a gente não está nem aí. Toca no festival, na feira, na rádio.”Rogério Flausino, cantor do Jota Quest

G1 – Mas acha que pode ter esse ‘efeito colateral’?
Rogério Flausino –
Se acontecer, vai ser legal demais. A gente é uma banda que trabalha muito, correndo atrás do prejuízo. Mas é uma banda brasileira. O Brasil é um país imenso, de diversidades de plateias absurdas. A gente sempre quis ser uma banda popular, e a gente é. Então a gente não está nem aí. Toca no festival, na feira, na rádio. Existe uma coisa peculiar de gente que gosta de um som mais indie, de não curtir uma coisa que todo mundo curte. E eu entendo isso. Mas se essas pessoas quiserem pintar no som do Jota, e cantar o refrão, vou amar. A gente é pop.

Em 1996, quando chegamos com o primeiro disco, fomos recebidos muito bem por todos os “indies” da época, porque éramos uma banda cool, só que aí a gente começou a fazer sucesso, e deixou de ser cool (risos). A história é longa. Talvez agora estejamos em um momento em que quem sabe possamos nos aproximar a rapaziada. Mas trazer o Adriano foi por sempre admirarmos o trampo do cara. É suingado, dançante.

G1 – Vocês têm falado muito em “volta às raízes”. Em um vídeo de gravações, dizem que “depois de muito tempo focou no que todo mundo gosta”. Por que tinha se afastado das raízes? Em algum momento não fez o que todo mundo gosta?
Rogério Flausino –
Eu acho que é porque é uma banda com cinco cabeças, e ao longo do período, fica querendo fazer algo diferente. Olha quantas coisas aconteceram nesses vinte anos – muitas novidades, tendências, outras formas de fazer música. Cada hora um está puxando para um lado. Eu acho que dessa vez nós estávamos todos olhando para o mesmo lugar. Os últimos discos talvez não tenham tido uma congruência entre os ideais artísticos.

Lu [Luciano Huck] é parceiro, ‘cê tá louco’. Foi ideia dele. Ele falou: ‘Posso divulgar?’. E eu falei: ‘Você vai botar um ‘postzinho’ no seu ‘Facebookzinho’?’. Ia mandar pra não sei quantos milhões.”Rogério Flausino, cantor do Jota Quest

G1 – No Rock in Rio 2011, em “Planeta dos macacos”, tem um momento político no telão, o que pode ter maior significado hoje, com novos protestos. Vão manter isso?
Rogério Flausino –
Foi muito louco, ninguém imaginava que fosse acontecer. Em 2011, eu liguei pra o diretor e falei que queria fazer um protesto, um vídeo, alguma coisa da “macacada reunida”. Ele falou – isso em 2011 -, que estava fazendo um documentário sobre levantes populares no Brasil. Ele tinha reunido imagens de todas as vezes que os brasileiros foram pras ruas desde golpe militar até chegar à marcha da maconha. O vídeo era isso. A polícia repreendendo. Foi muito legal, usamos na turnê “Jota 15”. E chega e acontece essa parada. Não sabemos se vamos usar o mesmo ou criar outra coisa. Talvez usar umas partes mais recentes.

G1 – A música nova ganhou elogio e link do Luciano Huck nas redes sociais. Neste momento de mercado difícil, quanta diferença isso pode fazer para o disco?
Rogério Flausino –
O Lu é parceiro, “cê tá louco”. Foi ideia dele. Ele falou: “Posso divulgar?”. E eu falei: “Você vai botar um ‘postzinho’ no seu ‘Facebookzinho’?”. Ia mandar pra não sei quantos milhões. É louco isso. Está todo mundo aprendendo a mexer. Há cinco anos quando lançamos o outro disco, o anterior, estávamos vivendo a parada do MySpace. E agora essa coisa dos links do Facebook e Twitter. Ter uns amigos desses, aí fica bonito na fita.

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Publicado por em 28 de agosto de 2013 em Música

 

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