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Einstein provou para seu professor que Deus existe?

03 jul

Texto que circula há anos pela web afirma que o físico Albert Einstein teria provado para seu professor em sala de aula que Deus existe. Mas será que essa história é verdadeira ou falsa?

A corrente não é nova. Circula pela internet desde 2004 e conta um episódio ocorrido com um aluno de uma escola que, certa vez, diz para seu professor, depois de mostrar várias provas e contrapor o bem e o mal, que Deus realmente existe. No final do texto descobre-se que o tal aluno era nada mais nada menos que um dos físicos mais importantes da humanidade, Albert Einstein.

Albert Einstein (foto famosa do físico) Albert Einstein (foto famosa do físico – achei na internet)

O vídeo abaixo (que parece ser um comercial) dá uma resumida no que diz o texto:

Será que essa história é verdadeira ou falsa?

Apesar de ser uma passagem bem interessante (e é usada ainda hoje em várias palestras motivacionais e/ou religiosas), a história é falsa!

Encontramos versões dessa história datadas de 2004, porém há variações desse mesmo texto mais antigas, como essa postada em 1999 no Google Groups (dá pra ler em inglês aqui).

Perceba que no texto postado em 1999 não há nenhuma menção a Albert Einstein. O nome do físico foi acrescentado em versões posteriores. Esse é um recurso utilizado em 99,9% das correntes que empesteiam a web: Usar nomes de pessoas importantes para dar mais crédito ao que está tentando ser enviado.

Outro detalhe que não podemos deixar passar é o seguinte: Não existe nenhuma prova de que Einstein tenha realmente dito isso. O autor não dá nenhuma dica de onde foi tirado tal texto ou sequer deixou algum indício que prove que o aluno tenha dito essas coisas para seu professor.

Em algumas versões, o autor da corrente afirma que o fato teria acontecido durante um encontro de alunos universitários. Outras versões contam que o garoto era aluno de uma escola primária.

De qualquer maneira, é muito difícil acreditar que um aluno tenha “enfrentado” seu professor naquela época…

Albert Einstein, eleito em 2009 como o físico mais memorável de todos os tempos, nunca se declarou religioso e tampouco era ateu. Em inúmeros documentos a seu respeito, o físico alemão radicado nos Estados Unidos se definia como agnóstico. Como ele mesmo dizia em suas notas autobiográficas, perdeu a fé na religião aos 12 anos. Porém ele nunca perdeu o seu sentimento religioso sobre a aparente ordem do universo. “A coisa mais incompreensível sobre o Universo é sua compreensibilidade”, disse Albert Einstein.

Em uma carta escrita por ele em 1954, ao filósofo Eric Gutkind, Einstein descreve a Bíblia como “muito infantil” e zomba da ideia de que os judeus poderiam ser o “povo escolhido”.

Carta de Einstein que foi vendida por 404.000 dólares. Carta de Einstein que foi vendida por 404.000 dólares (reprodução)

Em um dos trechos da carta, o físico explica ao amigo:

“Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que está sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isso[…]. Se há algo em mim que pode ser chamado de religioso então é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo tanto quanto a nossa ciência pode revelar”.

A carta foi vendida por U$ 404,000 em um leilão realizado em Londres em 2008.

O texto, em suas inúmeras versões, usa como tema central a teodiceia, ramo da filosofia tenta demonstrar racionalmente a existência e os atributos de Deus usando apenas a razão e sem o auxílio de nenhum registro sagrado.

A teoria, proposta pelo filósofo Alemão Gottfried Leibniz em 1710, tenta resolver algumas questões como: Se Deus é onipresente e oniciente e nada acontece sem a sua permissão, como é que Ele permite o mal.

Definir o “mal” é algo complicado (talvez seja até mais complicado do que definir “Deus”). O que pode ser “mal” para um indivíduo pode ser considerado normal para outro. O mesmo pode ser dito daquilo que é julgado como errado em algumas culturas pode ser aturado ou até mesmo incentivado em outros povos.

No texto fictício, o aluno fala que o contrário de “mal” é “Deus”. No caso, “Deus” entrou como sinônimo de “bom”. O antônimo de “mal” é “bem”. O antônimo de “mau” é “bom”. Apenas um erro de gramática que queríamos ressaltar.

História falsa! Einstein nunca teve esse diálogo com seu professor e nunca “provou” que Deus existe.

Um dia um professor universitário na Alemanha desafiou seus alunos com esta pergunta: Deus criou tudo que existe? Um aluno respondeu: Sim, Ele fez. Deus criou tudo? perguntou o professor novamente. Sim, senhor, respondeu o jovem. Então o professor respondeu: Se Deus criou tudo, então ele fez o mal, pois o mal existe, e partindo desse preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau. O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor feliz se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito. Outro estudante levantou a mão e disse: Posso fazer uma pergunta? Lógico, foi a resposta do professor. O jovem ficou de pé e perguntou: professor, o frio existe? Que pergunta é essa? É claro que o frio existe, ou por acaso você nunca sentiu frio? O rapaz responde: De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da física, o que consideramos frio na realidade é a ausência de calor, todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O 0º absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nós sentimos se não temos calor. E a escuridão existe? Continuou o estudante. Existe sim, afirmou o professor. O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar a escuridão não, até existe o prisma de Hichols para decompor a luz branca nas varias cores de que está composta com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não. Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim? Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para escrever quando não há a luz presente. Finalmente, o jovem perguntou ao professor: Senhor, o mal existe? O professor respondeu: claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal. Ao que o estudante respondeu: O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência de Deus, é o mesmo o dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé e o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há a luz. Então o professor, depois de balançar a cabeça, ficou calado. O Diretor acompanhando o debate perguntou ao aluno: Como se cham jovem? O aluno respondeu: Albert Einstein, senhor.

View the original article here

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Publicado por em 3 de julho de 2012 em Tecnologia

 

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