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Navita se une a grupo internacional para disputar mercado móvel

15 jun

Brasileira e seis companhias que fazem gestão de dispositivos sem fio formaram a joint venture Gema para atender multinacionais na Europa, América Latina, Estados Unidos e Oriente Médio e África.

Para disputar as oportunidades de negócios com o aumento desenfreado de aplicações móveis no ambiente corporativo, sete empresas internacionais, especializadas na Gestão de Dispositivos Móveis (MDM), resolveram unir forças para prestar serviços globalmente. Elas formaram uma joint venture, que atende pelo nome Global Enterprise Mobile Alliance (Gema) e nasce com a ambição de oferecer ampla cobertura geográfica aos seus clientes. Uma das integrantes é a brasileira Navita, que tem responsabilidade de atender a América Latina.

Além da Navita, participam do grupo as empresas Berkley (responsável pelo Reino Unido), EMS Mobile (Oriente Médio é África), GPXS (Bélgica), MSC Mobility (Austrália), Schiffl (Alemanha) e Vox Mobile (Estados Unidos). São companhias com expertise em MDM e Telecom Expense Management (TEM, sigla em inglês para gestão de gastos de Telecom) que uniram suas experiências para ganhar capilaridade e oferecer aos seus clientes uma solução global.

Juntas, as sete empresas faturaram 45 milhões de dólares no ano passado e gerenciaram uma base de 377,8 mil dispositivos móveis em 32 países com atendimento em 37 idiomas. Agora com a criação da Gema, a expectativa dos sócios é de que os negócios mais que dobrem em 2012 e alcancem 100 milhões de dólares, somando a receita de todos os integrantes da aliança. 

Roberto Dariva, CEO da Navita, conta que a iniciativa da joint venture surgiu no ano passado quando as empresas perceberam que atendiam clientes multinacionais, mas que não tinham braços para prestar serviços a eles em todos os mercados. O alvo da Gema são organizações com atuação global.
O executivo explica que a Gema vai buscar alianças com teles, que entregam a conectividade, mas não fazem MDM nem TEM.

“Nos Estados Unidos, algumas teles até fazem TEM, mas não atuam em nível mundial”, ressalta Dariva, destacando a dificuldade que elas têm para se relacionar com os clientes em qualquer lugar. Ele acredita que a Gema poderá ser uma grande aliada das operadoras de telecomunicação. “Elas vão vender as linhas e a Gema os serviços”, afirma. A joint venture também poderá fazer contratos diretos com as companhias.

Empurrão da consumerização

O foco da Gema é atender multinacionais que precisam gerenciar seus dispositivos móveis onde quer que seus funcionários estejam. Dariva observa que a mobilidade está invadindo as empresas, mas a maioria não conta com ferramentas nem processos eficientes para gerenciar smartphones, tablets e outros aparelhos sem fio.

Esse cenário tende a ficar mais complexa com o fenômeno da consumerização, que permite que os funcionários levem seus próprios dispositivos para o ambiente de trabalho, praticando o que o mercado está chamando de BYOD (Bring Your Own Device). É um movimento que exigirá que as companhias administrem com segurança dois perfis em cada dispositivo móvel: o pessoal e o corporativo.

A Gema espera ajudar as organizações nessa tarefa com iniciativas de TEM e MDM. Além de gerenciar os custos de Telecom, a joint venture oferecerá serviços e consultoria para implantação de processos, controle do inventário, faturas, das cotas de consumo, contratos e entrega de aplicativos móveis para reduzir gastos com roaming internacional.

“É um mercado muito promissor e com muitas demandas de negócios”, avalia Dariva. Cada associado terá uma equipe de suporte em sua região para atender os clientes e resolver problemas com os devices. Ele cita o exemplo de um executivo que viaja com seu smartphone ou tablet e que se o equipamento falhar terá substituição rapidamente pelo sócio local da Gema. “Antes, a entrega poderia do dispositivo no hotel poderia levar até uma semana, agora esse tempo reduziu para um dia”, garante.

Impacto nos negócios

Para Robert Cornwell, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa alemã Schiffl, provedora de soluções e serviços para mobilidade, a união de empresas especializadas nessa área aumenta o raio de atuação da companhia na Europa. “O mercado de serviços móveis gerenciados na Alemanha é enorme. Esperamos que Gema duplique nossas receitas com mobilidade nos próximos 24 meses”, diz o executivo da Schiffl com presença na Alemanha, Austria e Suíça.

A possibilidade de atender multinacionais em qualquer mercado também foi o que estimulou a norte-americana Vox Mobile a fazer parte da Gema. Segundo Nick Pike, vice-presidente da área da Vox Mobile que se relaciona com operadoras, clientes internacionais da companhia estavam pedidindo serviços de gerencamento global para os dispositivos móveis, uma vez que as pessoas viajam muito e querem estar conectadas o tempo todo. De acordo com ele, havia uma demanda por atendimento onde as pessoas estão  em idioma que tenham domínio.

A expectativa do executivo é que a joint venture incremente os negócios da Vox Mobile em 10% ao longo de 2012. Já Dariva prevê que a Gema contribuirá com 30% da receita da Navita no prazo de dois anos. Hoje essa fatia é de 10%. A Navita fechou 2011 com faturamento de R$ 17 milhões de reais e estima encerrar 2012 com um movimento de 25 milhões de reais.

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Publicado por em 15 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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